Os 10 livros mais caros da imbecilidade humana

Nobres comparsas, hoje infelizmente tive acesso a uma lista dos 10 livros mais caros do mundo. Segue o link pra quem quer saber de mais detalhes. http://flavorwire.com/251055/the-10-most-expensive-books-in-the-world#1

Vou colocar aqui listados todos e os valores, pra que assim entendam mesmo os que não visitarem o link.

E já vou avisando, essas opiniões, são em muito baseadas no que eu penso, e não em teorias, tratados ou modelos economicos. Portanto, se discorda, aprensente pelo menos algo melhor do que, se o cara tem dinheiro, problema é dele.

urizen

The First Book of Urizen, William Blake — $2.5 million

beetle

The Tales of Beedle the Bard, J.K. Rowling — $3.98 million

3-ptolemy

Geographia Cosmographia, Claudius Ptolemy — $4 million

2-poiteau

Traité des arbres fruitiers [Treatise on Fruit Trees] by Henri Louis Duhamel du Monceau, illustrated by Pierre Antoine Poiteau and Pierre Jean François Turpin — $4.5 million

 

The Gutenberg Bible — $4.9 million

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First Folio, William Shakespeare — $6 million

 

chaucer

The Canterbury Tales, Geoffrey Chaucer — $7.5 million

Birds of America, James Audubon — $11.5 million

 

The Gospels of Henry the Lion, Order of Saint Benedict — $11.7 million

codex

The Codex Leicester, Leonardo da Vinci — $30.8 million

Bom, se vocês quiserem mais da história sobre cada venda, o link está lá em cima. Mas agora vamos ao assunto principal. O porque eu acho isso estupido.

Primeiro de tudo, o contéúdo de cada um desses livros, está amplamente divulgado, aberto, e livre pra qualquer um que quiser saber sobre o que as palavras lá contidas são. Seja por meio de ebooks, downloads, livros de papel. Então, não é por preservação de conteúdo, o que tornaria ainda pior a situação.

O que me deixa realmente chateado, não é o fato de eu não ter dinheiro para comprá-las, e sim, é que essas são obras que, na minha opinião, não deveriam pertencer a uma pessoa. Goste você ou não, essas são obras que fazem parte da história humana.

Eu vou dar como exemplo a bíblia de Guttenberg. Sou ateu, pra mim deus se escreve com minuscula e a bíblia é um livro de fábulas. Porém, o primeiro livro impresso por tipos móveis. E que só restam 48 no mundo, é um patrimonio da humanidade. Isso não merece ser de ninguém. Na minha opinião, nenhum dinheiro do mundo, poderia ser possível para adquirir algo desse tipo. Isso, deveria é estar em algum museu para visitação. Fotografado, escaneado, raioxzado, página por página, e disponível a qualquer um na internet. Não importa, pra mim, se existem outros 44 iguais, é um livro unico. Ver uma obra dessas, é muito mais do que ver palavras sobre papel. É como ver a inventividade humana, por talvez 10 mil anos de cultura. 5 ou 6 mil anos de história – Como disse anteriormente, esse é um post de opinião, fique a vontade a me corrigir esse tipo de dado.

O primeiro livro, impresso com tipos móveis, talvez seja comparado ao primeiro chip de computador, no que isso pode e fez pela cultura humana como um todo.

Eu estou com o foco em apenas um dos livros, mas todos têm sua importancia. Seja pelo momento que retratam, sua relevância histórica ou a importância do autor. Eu, sendo um vidrado por inovação tecnologica, seja ela da época que for, acabo por dar mais importância a algo que tenha relação direta a isso. Portanto, a bíblia de Guttenberg e os manuscritos de Da Vinci, me chamam mais atenção. Inclusive o assunto desse último, fica pro fim do post.

Tanto como eu acho os direitos autorais, da forma que são hoje, para resumir em uma palavra, ridículos – mas isso é assunto pra outro post. Acho ridículo, uma pessoa poder tem a seu bel prazer, e fazer o que desejar fazer, com obras de importância tão grande e que influenciaram, direta ou indiretamente tantos outros.

Imagine eu, como um milionário excentrico, que gosto de torrar dinheiro, e me acomete um surto psicótico, depois de ler Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, e decido queimar minha biblioteca de raridades particulares. Pronto, privei pelo menos algumas pessoas, de nem ao menos poder ver com os próprios olhos, grandes feitos de outrora, ou até da atualidade, como o livro da Rowlling. E depois de queimar os livros, fui pra algum paraíso nas Bahamas, contar meus Yuans, tomando mohitos e fumando um charuto cubano de primeira, mas que deixam os dentes amarelos e o pulmão podre, tanto quanto os de quinta.

Tal como Spielberg fez com as estatuetas de Bette Davis e Clark Gable. Ao comprá-las em leilão e doar para a Academia de Cinema americano. É o que eu acho que deveria ser feito, com obras literarias desse calibre. Mas aí é claro, dependeríamos da boa vontade de algum milionário de bom coração. E convenhamos, esse não é o tipo mais comum que se vê por ai.

Muitas vezes também, a renda desse tipo de leilão é revertida para ações sociais, ou coisas do gênero, sob o pretexto de justificar tal venda. Mas não adianta dizer que é por isso que um milionário compra algo desse tipo. Afinal ele poderia muito bem, se quisesse, doar voluntáriamente, a qualquer momento, e melhor ainda, não teria os 15% de comissão da casa de leilão.

Também há o outro lado, muitas vezes o dono, na maioria dos casos o herdeiro, dessas obras se encontra em condições financeiras, que para pessoas de classe média, seria ótima, mas para eles não está tão boa, e decide se livrar de alguma tralha velha para poder comprar mais algumas caixas de Crystal Champagne. Ou pagar o concerto do Rolls Royce de 40 anos atrás. Ou ainda pagar o advogado no caso de um inventário ou divórcio. Mas esse é assunto, não para outro post, mas para um livro, do qual provavelmente eu não tenho capacidade de escrever, se não, o estaria fazendo, e não publicando esse texto meia boca.

Se uma edificação antiga, ou pelo menos na cidade de São Paulo, existir uma chaminé, remanescente do nascimento industrial paulista, num terreno qualquer. Essa construção, pode ser tombada como patrimonio da humanidade. O que em suma, não faz o proprietário daquele, perder os direitos sobre sua posse. Porém, ele fica completamente engessado com isso. Não pode fazer praticamente nada com aquele espaço, que comercialmente está morto dali pra frente. Porquê não fazer o mesmo com esse tipo de obra? É claro que um edíficio é muito mais fácil de controlar, do que um livro, ou uma obra de arte. Conjecturar é mais fácil do que realmente fazer.

Mas um exemplo de um bom uso de obras raras e de valor cultural, era o que o corrupto dono do falido Banco Santos fazia, Edemar Cid Ferreira. Era um colecionador de artes em geral. Mas não só isso, era um colecionador cartografico de primeira também. Tinha uma grande coleção desse tipo. E regularmente, fazia exposições no espaço cultural, dentro da própria sede de seu Banco, cercada de pompa e dando um aspecto espetacular a coisas não tão espetaculares assim. Eu me lembro, que fui a uma dessas exposições, com meus 14 ou 13 anos. E achei aquele espaço, tudo aquilo que me rodeava, maravilhoso. Virei um fã do Banco Santos, e achava até que aquele seria até um ótimo lugar pra se trabalhar um dia. É claro, que depois veio o senso crítico, e percebi, que um banco não é um lugar a se admirar, e muito menos um ótimo lugar para se matar 1/3 da sua vida trabalhando. Nada contra os bancários, para que fique claro. Mas tudo contra os banqueiros, para que fique mais claro ainda.

Hoje com a massa falida, e todos esses bens em poder do estado. Deixaram em poder da USP, esse material, com o objetivo de ser preservado e também estar acessível ao público, onde esse tipo de obra deve estar, nas universidades, nos museus, nas bibliotecas. Link http://www.cartografiahistorica.usp.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=90&lang=br . Hoje sinceramente, não sei como está essa coleção, procurei mais algumas informações, mas nada encontrei. Até porque transparência, nem sempre é o forte desse tipo de processo.

Enfim, o texto ficou mais longo do que eu gostaria e ainda não falei da última parte. Dos 10 livros mais caros, 2 foram comprados por fundadores da Microsoft. O livro do Shakespeare, por Paul Alen, e esse foi um dos últimos, se não o último que está em poder de colecionadores particulares. As outras 40 cópias, que ainda existem do mesmo livro, completas ou incompletas, estão espalhados em museus e bibliotecas pelo mundo. Mas o Paul Alen, dono de times de basquete, livros raros e que guarda magoas do Bill Gates, até onde sei, mantém seu livro bem guardado.

Antes de chegar ao Da Vinci, vou falar do Gospels of Henry the Lion, que é um manuscrito do século 12, vendido em 1983, que foi comprado pelo governo alemão, e agora é mantido na Herzog August Library em Wolfenbüttel, Alemanha. Um ótimo exemplo, do que deve ser feito com obras desse tipo. Para um governo, cifras, na casa de qualquer um desses livros, é como nosso troco de bala, ou dinheiro de pinga, se você for dos meus. E o valor de uma obra dessa, para um museu, biblioteca, ou sei la o que, é inestimavel. O valor histórico, é inestimavel.

Por último os manuscritos de Da Vinci, o livro mais caro da história. E você achava que só La Gioconda era valorizada. Imagine só, se existisse cinema na época de Da Vinci, James Cameron, não ia bater tão fácil o recorde do velhote não. Mas deixando de bobagem, a obra foi comprada pelo Bill Gates. E apesar da Microsoft ter abandonado o Open Content Alliance em 2008. A obra passa em exibição em uma cidade por ano, já esteve no museu americano de história natural. Em Tokyo em 2005. E hoje eu não sei onde está.

Inclusive, quem é das antigas com computadores, vai se lembrar do Microsoft Plus! para windows 95 – é, o tempo passa – Nesse pack de wallpapers e protetores de tela, vinha o meu preferido, que eram as paginas digitalizadas desse caderno de anotações de da Vinci.

Não que eu concorde com a posição de Bill Gates, em ter um artigo histórico desses, ainda acho que isso deveria ser posse de algum museu ou biblioteca. Mas pelo menos, sendo exposto em museus mundo afora e amplamente divulgado, é muito melhor do que numa coleção pessoal e disponível apenas para uma alma nutrir seu ego, com um artigo tão raro como esse.

Enfim, esse post, é mais um desabafo, do que qualquer outra coisa. Sobre futilidades da nossa sociedade, que podem parecer bobas em uma primeira análise, até interessantes, poxa, uma pessoa pagou 10 milhões num livro. Mas se pararmos um pouco para pensar, pode significar muito mais que isso. Significa, talvez, que ainda mantemos um elitismo cultural. Além do luxo puro e simples, o acesso mesmo que visual por meios digitais, a partes da história da nossa espécie. Que são aferroalhadas, porque quase ninguem tem 5 milhões de dolares para montar sua biblioteca. Ou melhor, para fazer uma doação à biblioteca nacional.

2 ideias sobre “Os 10 livros mais caros da imbecilidade humana

    • Os seus insultos eu apaguei, porque também não sou otário.
      Agora o mais engraçado, é que você me chama de comunista, o que é ridículo, e que demonstra que você realmente não conhece minha linha de pensamento.
      E segundo, autoritário?
      Você que tá se escondendo atrás de pseudônimo.

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